quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dificuldade para o desenvolvimento do karatê



Atualmente, o Kumite significa para muitos Karatecas a expressão máxima 
do Karatê-do. Porém, esta forma de pensamento se constituí em um erro, 
e muitos mestres importantes desta arte marcial advertem para este fato,
 que é a perda do caráter fundamental do Karatê-do, devido a ansiedade 
por ganhar nas competições.
O Karatê-do está perdendo conteúdos essenciais do Budō já que nossos 
esportes ocidentais refletem exatamente nossa sociedade materialista.
 O exercício do Budō se dirige ao interior buscando o aperfeiçoamento 
da personalidade.
"O Karatê-do é um Caminho para a superação física, mental e do próprio Eu".
Esta concepção não pode ser levada a prática sem o Kata.
Por esta razão, os verdadeiros mestres da "arte das mãos vazias" seguem
 considerando o Kata como peça fundamental do Karatê-do, como aquela 
parte que manifesta o caráter real desta arte marcial.
Praticar o Kumite com o único objetivo de vencer os outros em competições
 significa escolher o caminho de certa forma mais fácil e ignorar o que
 resulta ser mais difícil e valioso que é vencer a si mesmo.
Inclusive no Karatê-do moderno, o Kumite não deve substituir o Kata. 
O mestre Nakayama, com muita propriedade, expressa isto da seguinte maneira:
"Kata e Kumite representam as duas rodas de um carro".
Somente o equilíbrio entre Kihon (técnicas básicas), Kumite (combate) 
e Kata (formas) possibilita a correta compreensão do Karatê-do, 
propriamente dito...
Porém, neste contexto não devemos simplificar as coisas: existem pessoas 
que consideram o Karatê-do que busca somente o êxito nas competições como 
um Karate "incompleto"; da mesma forma podemos afirmar que o Kata também 
pode sofrer as conseqüências do seu mau uso, ou da sua utilização em 
primeiro plano para vencer campeonatos. Neste caso também podemos observar
 um aperfeiçoamento ocidental com ênfase no rendimento externo, de maneira 
que a exibição de um Kata se reduz a perfeita apresentação de aspectos 
superficiais: se valoriza somente o aspecto estético da técnica, como por 
exemplo:
"Se o pé esquerdo do Kōkutsu-dachi se coloca exatamente a 90° do pé da 
frente" ou se "a posição dos pés ou das mãos está correta..."
Ou seja, se trata de apresentar um Kata como se fosse um exercício de 
ginástica difícil. É evidente que o aspecto externo deve ter sua 
importância, pois se constitui em um dos requisitos importantes para uma 
boa performance das formas, mas não o único. Até porque mesmo cumprindo 
com estes detalhes técnicos, a exibição de um Kata pode resultar vazia 
e sem vida.
Ao reduzir o Kata a uma prática puramente esportiva, ou seja, alcançar 
o domínio corporal até chegar a uma exibição artística, facilitando assim
 a pontuação do Kata seguindo uma série de critérios, sobretudo para 
aquelas pessoas que nunca compreenderam o verdadeiro sentido dos Kata. 
Porém, desta maneira não é possível encontrar a essência do Kata: a 
cumplicidade da alma, a postura mental, a irradiação do ritmo, a segurança, 
a tranqüilidade e o espírito de luta... elementos que podem ser expressados 
por um Karateka, ainda que lhe falte algum detalhe no aspecto técnico 
externo. Porém, é evidente que tudo isto não pode ser medido tão facilmente 
como os aspectos técnicos, por mais superficiais que sejam.
Nestes elementos estão à chave para a correta compreensão do Karatê-do, 
no entanto não como esporte, mas como caminho para a superação pessoal 
mediante a prática de uma Arte Marcial (Budō) com todas suas 
características específicas que nem sempre estão relacionadas ao esporte.
Assim, o Kata é mais que a soma de uma série de técnicas encadeadas 
que se realizam da maneira mais perfeita possível. Algumas técnicas 
básicas constituem-se no fundamento para uma boa realização do Kata. 
Porém, um bom Kata não é conseguido apenas com técnicas corretas. 
Para que não entendam mal, aqui vai outra comparação com o objetivo 
de esclarecer melhor: Imagine uma pessoa que saiba pronunciar claramente 
cada uma das palavras de um dicionário estrangeiro, este requisito será o 
suficiente para recitar um poema neste idioma de maneira que os ouvintes 
fiquem impressionados ou inclusive comovidos?
O mesmo ocorre com um Kata: as técnicas corretas se constituem em um 
requisito importante, mas é necessário muito mais que isso para que a 
exibição de um Kata possa impressionar ou comover o espectador.
Por tudo isso, se deve cuidar o aspecto espiritual do Karatê-do da mesma 
forma que seu aspecto físico.



O karatê e a saúde


Existem dois tipos de saúde. Uma forma de saúde que a pessoa adquire a 
custa de medicamentos e outra forma mais saudável que se consegue 
levando uma vida mais natural, sem tantos esquemas e condicionamentos 
a que está sujeito o homem moderno. (embora a doença não seja 
privilégio apenas do homem moderno).


Uma pessoa que tenha uma boa alimentação durma bem todos os dias, 
seja alegre, tranqüila, pratique algum esporte, tenha um hobby, 
ou seja, que esteja bem consigo mesmo, terá menor probabilidade 
de adquirir algum mal, do que uma que tenha a vida estressada porque 
seu negócio não dá certo, que coma desordenadamente, que leve uma vida 
sedentária.


Como as Artes Marciais podem ajudar nesta busca?


Como dizem os médicos, terapeutas, uma prática física com constância 
pode levar o homem à longevidade. As Artes Marciais tem esse aspecto 
como um de seus pontos.


Se levarmos em conta nossa constituição física desde o mais denso ao 
mais sutil, o ser humano está composto por ossos, órgãos, vísceras, 
músculos, tendões, sangue. Com a prática das Artes Marciais estaremos 
soltando as tensões musculares, liberando as articulações, corrigindo 
as posturas, melhorando o funcionamento dos órgãos, oxigenando o 
cérebro e o sangue de uma forma que não se alcança com medicamentos.


Soltando as Tensões: em uma prática de Artes Marciais (salvo algumas) 
o primeiro passo para se conseguir realizar bem os movimentos é atingir 
um total relaxamento. Desde o momento do nascimento somos levados a 
pensar e a agir de acordo com o que os outros querem. Por nos anularmos 
assim o corpo cria mecanismos de defesa que são as tensões.


Coluna Vertebral: Considerada e eixo do ser humano, por ela passam 
canais de meridiano, nervos. Por isso quando temos algum problema com 
certeza isso se refletirá na coluna.


A coluna se divide em quatro partes, 3 delas articuláveis e uma fixa:


- Zona Cervical: reflete os problemas da cabeça.
- Zona Dorsal: reflete os problemas da zona média. Desde os pulmões 
até o plexo solar.
- Zona Lombar: reflete os problemas da zona inferior. Problemas 
intestinais, renais, pernas.
- Zona Sacra: Zona não articulável. Reflete os problemas com o nervo 
ciático, problemas sexuais, etc...
Se trabalharmos bem a coluna, seja com massagem e com correção da 
postura teremos uma significativa melhora em todo o organismo.


Nas Artes Marciais é fundamental termos uma boa postura, por isso desde 
as primeiras classes se exige do aluno que comece a corrigir sua 
postura em conseqüência com o passar do tempo ele vai sentindo um 
bem estar, melhora o sono, torna-se mais tranqüilo, sente que seu ritmo
 biológico torna-se mais padronizado, Isso ocorre porque com uma boa 
postura os órgãos, vísceras, ou seja, todo o organismo tem uma melhora 
em seu funcionamento.


Sistema Respiratório: Este é outro ponto que damos muita importância 
nas Artes Marciais. O primeiro ato de um ser que nasce é respirar e 
também é o último, portanto não podemos passar um instante sem respirar. 
Um indivíduo que respire mal, normalmente tem uma vida agitada, enerva-se 
rapidamente, tem pouco poder de concentração, de autodomínio.


Nas Artes Marciais o praticante aprende a respirar de forma completa, 
com todo o seu sistema respiratório desde o baixo ventre até o cérebro, 
oxigenando todo o corpo. Com a prática constante suas atitudes vão 
mudando, melhora-se a concentração, se tem mais clareza mental, além 
disto, o movimento abdominal trabalhará todos os órgãos internos.


Muito mais se poderia dizer a cerca deste tema, em como produz melhoras 
no aparelho digestivo, no sistema cardiovascular, porém o mais 
importante é que o praticante saiba que com a prática marcial ele passa 
a se conhecer, fazendo uma auto-análise e terá técnicas suficientes 
para passar a aplicar a que necessita em algum momento.


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Referências:


INSTITUTO BODHIDHARMA DO BRASIL. As artes Marciais e a saúde. Disponível 
em <www.bodhidharma.com.br>. Acesso em Março de 2006.

O espírito necessário para realizar um Kata

                                Equipe Garutti
Conta uma lenda que um mestre de Karatedō em suas andanças numa noite de lua cheia pressentiu no barulho feito pelos galhos secos, ao transpor numa clareira na mata, a presença do mal.
São salteadores armados, em tocaia pensou. Seu instinto guerreiro e defensivo o coloca em Kamae, atitude de luta. Está imóvel, abdômen contraído, punhos cerrados. Atento, olhando para o “nada” e vendo tudo (Zanshin). Altamente concentrado, espírito vivo e aguçado. Preparado para lutar!
Seu repudio pelo mal, seu Karategi intocável, sua honra, seu nome e sua vida, tudo está simbolizado em seu Kamae.
Sua mente visualiza ao longe, num halo de luz, seu velho mestre, que em atitude Zen, isso o inspira. Suas sábias palavras de ensinamento ecoam ainda:
“Antes que lhe toquem a pele, toca-lhe os ossos”.
Inconscientemente coloca-se em Musubi-dachi e faz Yōi, logo curva-se reverente e diz Onegaishimasu, voltando rapidamente a Kamae.
É atacado! Pela esquerda, brilha uma lamina. Coloca-se rapidamente em Neko-ashi-dachi, consciente e veloz bloqueia Chūdan-otoshi-uchi-uke e ataca Chūdan-oi-zuki com Kime na base Han-zen-kutsu-dachi. As suas costas, um segundo oponente ataca com uma lança. Bloqueia firme e forte.
Ele sabe que “deve enfrentar o adversário, mas nunca seu ataque”.
Está na base Zen-kutsu-dachi e defesa Gedan-barai. Recolhe o pé caindo em Han-zen-kutsu-dachi e girando o braço evita outro ataque do adversário, outra vez com Chūdan-otoshi-uchi-uke. Completa com um soco (Chūdan-oi-zuki) seco, na mesma base, tirando toda chance do agressor.
Da esquerda ouve um zumbido. É o terceiro agressor. Como um raio, coloca-se em Zen-kutsu-dachi e realiza um bloqueio Gedan-barai. Quase simultaneamente um bastão corta o ar cobrindo a lua, várias vezes. O inimigo bate recuando de cima para baixo. As defesas agora são Jōdan-age-uke protegendo a cabeça, a fim de partir o braço na altura do cotovelo, continua na base Zen-kutsu-dachi. Nesse golpe o mestre emprega toda sua força e toda sua velocidade. Solta um grito do fundo de suas entranhas; um grito de guerra num berro de morte: “É o Kiai”. Nada o detêm. Há uma transformação total no corpo e no espírito. A mutação de força em poder; de massa em energia, de água em fogo. Estar possuído de Kiai é despertar a arma mortal, o Karatedō. Silêncio na mata. Passa a perplexidade.
É atacado pela diagonal do lado direito. O mestre gira o campo de luta, defende Gedan-barai em Zen-kutsu-dachi e ataca Chūdan-oi-zuki na base Han-zen-kutsu-dachi. O instinto vira-lhe a cabeça quando na outra diagonal o primeiro atacante insiste com a faca. Suas pernas trocam de direção sua base. Rolando seus quadris como um eixo, seus braços tal uma espada – acompanhando o impulso do corpo – descem em diagonal. No momento do contato dos braços, um acréscimo de velocidade e torção desarma o adversário com Gedan-barai. Antes que tente recuar é alcançado com Chūdan-oi-zuki, repetindo a sequencia de bases utilizadas anteriormente.
O terceiro ergue-se a sua esquerda estocando-lhe com um bastão, recebe um Gedan-barai em baseZen-kutsu-dachi e um Chūdan-oi-zuki andando en Han-zenkutsu-dachi; como resiste mais dois Chūdan-oi-zuki, sendo o segundo com Kiai. O Kiai dá-lhe firmeza, força e resolução de parar o adversário, no Karatedō, não há meia defesa, nem meio ataque.
Desesperado o da esquerda bate com a lança da direita para esquerda de fora para dentro e vice-versa. O mestre gira em base Shikō-dachi e com dois cutelos (Gedan-shutō-barai) parte a arma. O Último imita a agressão e sente no poder das mãos em forma de faca, a devassar a mata ao redor, o poderio do Karatedō.
A luta chega ao fim. Por um instante mantém-se imóvel na última defesa (Zanshin). Volta à postura inicial de Kamae. Lembra seu mestre em sua posição de Zen e procura-o. Em vão; já não consegue vê-lo mais.
Isso é Kata... isso é Karatedō.

A atitude de um Karateca

Quando um praticante de Karatedō entra no Dōjō, deve ter consciência de que ali não vai apenas exercitar-se fisicamente, pois além do corpo, no treinamento é preciso incluir a mente (técnica) e o espírito (caráter).
Na prática das artes marciais, estes três fatores: corpo, técnica e espírito são inseparáveis e devem ser treinados de uma forma integral; para isso, é necessária total atenção e concentração em nossos atos, ainda mais quando é deles que pode depender nossa integridade física.
Isto é o que os mestres japoneses chamam de Shin, Gi, Tai. Este conceito faz referência às três qualidades que devem manifestar os que ostentam Dan e Kyū.
Shin ou o espírito, o caráter; Gi ou a técnica da arte praticada; Tai ou os elementos corporais. Outra interpretação para tal concepção seria: Shin como o céu, Gi como a terra e Tai como o homem. O objetivo das artes marciais, quando o treinamento é bem direcionado, é reunir estes três elementos.
Para ilustrar melhor essa união vejamos um pequeno exemplo: quando realizamos a defesa Gedan-barai (expulsar em nível baixo) é evidente que se trata de um ato físico, porém o que realmente importante não é a ação muscular, mas sim a atitude e a intenção com a qual executamos tal técnica, já que ela somente será efetiva se realmente envolvermos todo nosso ser durante sua execução.
Como isto pode ser possível? Como se consegue desenvolver técnicas verdadeiramente eficazes?
Se durante o treinamento nos distraímos e conversamos com os companheiros; se esperamos com ansiedade as pausas ou descansos e, além disso, desperdiçamos tais pausas para conversar; se nos preocupamos com quanto tempo falta para acabar a aula; se tememos que um companheiro nos machuque; se pensamos (demonstrando ou não): “Ah! Outra vez este Kata!”...; se não acreditamos na metodologia empregada pelo professor e, em definitivo, se ocupamos nossa mente em coisas e ações alheias ao treinamento, estamos alterando o sentido original da prática marcial.
Portanto, os praticantes devem adotar certas normas ou atitudes para melhorar seu desempenho dentro da prática marcial, vejamos algumas:
·         Evitar as distrações ou interrupções sem motivo justificado;
·         Realizar rapidamente e sem comentários supérfluos as trocas de companheiro, com o objetivo de não romper a harmonia e o fluxo da aula;
·         Retirar-se a um canto do Dōjō ou Tatami se sentir-se mal, para reintegrar-se ao treinamento quando estiver melhor;
·         Esperar as pausas (Yame) e os descansos (Yasume) para perguntar suas dúvidas ao Sensei;
·         Solicitar a autorização do Sensei para entrar e sair da aula.
·         O aluno sincero deve praticar em todo o momento com os cinco sentidos postos em cada gesto, cada ação e em cada uma das técnicas que realize, como se fosse esta a última vez que está praticando a arte e quisesse saborear a fundo cada momento, cada instante, cada movimento. 
·         Da mesma forma, nos exercícios em duplas ou com mais companheiros deve dar o melhor de si, mostrando empenho na execução e decisão em suas defesas e ataques, sempre buscando a harmonia e o progresso mútuo.
Para isto, um verdadeiro Karateka, deve evitar as seguintes condutas:
·         Praticar sem motivação e sem tentar superar-se dia a dia;
·         Conversar, distrair-se ou não estar atento durante a prática;
·         Correr o risco de lesionar-se ou machucar seus companheiros para satisfazer seu “ego”, por raiva, ira, temor, etc...;
·         Sentir-se superior ou mais qualificado que seus companheiros;
·         Fazer-se notar, vangloriar-se ou gabar-se das proezas realizadas;
·         Tratar de impor critérios pessoais, sabendo que não são ensinados pelo Sensei;
·         Questionar ou discutir os ensinamentos do Sensei ou queixar-se disto publicamente;
·         Subestimar os demais Professores para enaltecê-lo;
·         Criar inimizades entre seus companheiros ou entre as pessoas em geral;
·         Falar mal ou criticar as outras artes marciais ou seus praticantes;
·         Por em pauta de avaliação os conhecimentos do Sensei, do Senpai e dos demais companheiros;
·         Opinar ou criticar sobre a graduação ou faixas outorgadas pelo Sensei aos demais alunos;
·         Abusar da confiança do Sensei e dos demais companheiros;
·         Ser violento, egoísta, orgulhoso, vaidoso e mal intencionado.
Em definitivo, seria muito bom que os praticantes, se entregassem ao máximo durante as aulas, como se sua vida dependesse disto, porém sempre mantendo o controle físico e emocional que dá o sentido de humildade. Além disso, em todo o momento devem tentar superar suas debilidades, defeitos ou tensões que cotidianamente acercam o ser humano, esperando ver uma abertura em seu Kamae (guarda)... metaforicamente falando.
Outro aspecto a considerar, e o mais importante de todos segundo o mestre Gichin Funakoshi, é que o Karatedō pode e deve ser praticado durante todo o dia, e isto somente é possível se somos conscientes de nossos atos em todos os momentos, como por exemplo: controlando nossa respiração, mantendo a postura correta, tendo uma boa atitude em relação aos demais, conservando a humildade nas intenções e, em síntese, abordando os problemas diários com o espírito do Karatedō.
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Referências:
RINCÓN, Martín Fernández. Karate-dō: reflexiones para la práctica. Albacete, Fevereiro de 1999.
RINCÓN, Martín Fernández. La actitud del estudiante de Karate-dō. Albacete, Fevereiro de 1999.

A Parábola do faixa preta



Conta-se que certa vez um praticante de artes marciais estava ajoelhado diante de seu mestre para realizar a cerimônia para receber sua faixa preta, que seria obtida após muito suor, ou seja, depois de muitos anos de treinamento incansável, o aluno finalmente havia chegado ao que comumente julga-se ser o auge em uma disciplina marcial.
"- Antes que lhe entregue a faixa preta, você precisa passar por outro teste", diz o Sensei.
"- Estou pronto" responde o aluno, talvez esperando por um último combate.
"- Você tem que responder uma pergunta essencial: Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?".
"- O fim da minha jornada", responde o aluno. "Uma recompensa merecida por minha dedicação, o reconhecimento do meu treinamento".
O Sensei espera por alguns minutos, demonstrado que ainda não está satisfeito com a resposta. Então, diz:
"- Você ainda não esta pronto para receber a faixa preta. Volte daqui a um ano".
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do Sensei.
"- Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?". Pergunta o Sensei.
"- Ela é o símbolo da excelência, é o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte", responde o aluno.
O Sensei fica em silêncio, esperando por um complemento na resposta. Por fim, ele fala:
"- Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui um ano".
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do Sensei, que mais uma vez pergunta:
"- Qual é o verdadeiro significado da faixa preta".
"- A faixa preta representa o começo, o início de uma jornada sem fim de disciplina, trabalho e busca do aperfeiçoamento não somente técnico, mas também do caráter, responde o aluno.
"- Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu treinamento". Diz o mestre.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Parceria

GESP: Gremio Esportivo de Santana de Parnaíba;

SMAFEL: Secretaria municipal de atividade física, esporte e lazer.

Goju-Ryu

Hoje, o Karatê Goju-ryu é considerado um dos cinco maiores estilos e se encontra difundido em 39 países dos cinco continentes.
O atual representante máximo do estilo e presidente da I.K.G.A. ( Associação Internacional de Karatê Goju-ryu ) é o mestre Goshi Yamaguchi – 3º filho do falecido grão-mestre Gogen Yamaguchi.
No Brasil é representado pelo Renshi Shihan Luiz Antonio de Araújo Kotsubo, dando continuidade ao trabalho realizado pelo Mestre Ryuzo Watanabe, que foi o primeiro representante da I.K.G.A. na América do Sul